Erva daninha é praga que dá aos montes por aí. Release mal direcionado também.

Existem diversas maneiras para que uma empresa chame a atenção de seu público de interesse que incluem jornalistas e formadores de opinião, e uma delas é o release desenvolvido por profissionais de assessorias de imprensa especializadas. Produzir textos longos, cheios de “nariz de cera” sem dar importância para a informação, é dar um tiro no pé – do cliente. Inserir no texto palavras bonitas como “agregar valor”, “sustentável” e finalizar com “maiores informações” talvez não seja a melhor maneira de chamar a atenção de jornalistas que recebem mais de mil e-mails por dia com as famosas “novidades inéditas”. Não há “case de sucesso” que sobreviva a uma boa notícia de interesse público. Não há texto ruim que chame a atenção a ponto de virar notícia.

 Para assessorar a imprensa é preciso capacidade técnica. Entenda-se por capacidade técnica diferenciar interesse público de acontecimento comercial, ter noção de horário para ligar na redação e saber a quem abordar, identificar ainda que minimamente o que realmente pode chamar a atenção do editor de política, economia ou suplementos e, enfim, não exigir nada em troca de seu estupendo e fantástico release. Sem falar no óbvio: capacidade técnica para escrever bem, sem redundâncias, sem erros de concordância gramatical, até vale um errinho de digitação, mas, “agente gostamos” é demais!

 Os jornais estão carentes de boas notícias. Jornalistas procuram fontes confiáveis e dispostas a colaborar com a reportagem fornecendo informações técnicas e específicas. Nada de oferecer ao editor de economia um profundo conhecedor de “meias verdades” da política nacional. Nada de tentar empurrar ao editor de suplementos o dono da churrascaria, nada de oferecer ao editor de saúde o dono da farmácia para falar de uma epidemia. Não que estes profissionais não tenham sua vez para falar, ou seus méritos, mas, cada um no seu quadrado. Como diz um amigo jornalista, cuidado: release tosco é motivo de piada na redação. 

 

Portanto colegas de Comunicação a palavra de ordem é profissionalizar. Dar a César o que é de César. Aos assessores de imprensa seus releases, aos publicitários seus anúncios, aos marqueteiros seus produtos e à redação bons motivos para comemorar com a “caixa de entrada” livre das “ervas daninhas”.

 Cassia Gargantini é jornalista com especializações em Marketing, Relações Públicas, Responsabilidade Social, mestranda em Multimeios pela Unicamp (Universidade de Campinas). É especialista também em Gestão de Crises Comunicacionais e atua na área de Comunicação Empresarial Estratégica há mais de 20 anos, realizando trabalhos de sucesso comprovado para marcas e instituições de renome no Mercado Nacional e Internacional, tais como: Grupo Schincariol, KS Pistões, Ripasa (atual Suzano Papel e Celulose), Romi, Degussa, De Simoni, Fibra S/A, Arcor, McDonald’s, Plascar, Tecnorevest, Laboratórios EMS e SABESP dentre outras.  


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